segunda-feira, 28 de março de 2011

Entregue-o a Cristo!!


Teologia é para todos

27 de março de 2011

Julie Ackerman Link

Jeremias 23:25-32
…eu sou o Senhor e faço misericórdia, juízo e justiça na terra… —Jeremias 9:24
Algumas pessoas dizem que teologia é apenas para “profissionais”. Mas a situação nos dias do profeta Jeremias ilustra a importância de todos saberem o que Deus diz sobre si mesmo.
Os estudiosos da religião daquela época estavam representando Deus de maneira errônea, profetizando “…o engano do próprio coração…” (Jeremias 23:26) e desviando o povo com suas mentiras (Jeremias 23:32). Como resultado da desonestidade destas pessoas, o povo não conhecia a verdadeira natureza de Deus.
Hoje há pessoas que retratam Deus como alguém irado, vingativo e ávido em punir pessoas por mínimas ofensas. Deus, no entanto, se descreve como “…compassivo, clemente e longânimo e grande em misericórdia e fidelidade” (Êxodo 34:6). Outras pessoas apresentam ao mundo uma imagem de um Deus amoroso que é bondoso demais para punir as transgressões. Mas Deus se descreve como aquele que pratica julgamento e justiça (Jeremias 9:24). Ele é ambos: um Juiz justo e um Pai amoroso. Se enfatizarmos um em detrimento de outro, criaremos uma falsa imagem de Deus.
O mais importante que podemos conhecer a respeito de Deus e proclamar ao mundo é que Ele não deseja punir as pessoas, mas quer que se arrependam para que possa perdoá-las (2 Pedro 3:9). No entanto, para ser verdadeiramente amoroso, Deus também precisa ser completamente justo.
Todos devem enfrentar a face do Senhor como Salvador ou como Juiz


quinta-feira, 24 de março de 2011

Pensava que eu era um cristão...

               
Comecei a ir a Igreja ainda criança, levado por uma vizinha (que sou grato a Deus por sua vida). Ela reunia as crianças da vizinhança e as levava a EBD – Escola Biblica Dominical. Cresci na Igreja, aos 15 anos fui batizado e sempre participei de seus trabalhos, até mesmo como líder. Sempre me considerei um cristão, pois ia aos cultos, orava, lia a Bíblia às vezes, defendia alguns valores que aprendi. Enfim, me comportava como qualquer jovem da igreja.
            
              Hoje posso afirmar, sempre me considerei um cristão, mas mesmo com todos estes indícios eu na realidade não era um verdadeiro cristão. Aprendi isto de uma forma dura, mas agradeço a Deus por poder aprender...

quinta-feira, 17 de março de 2011

Tornando-se ouvinte

17 de março de 2011

Randy K. Kilgore

Lucas 7:1-10
Tendo ouvido falar a respeito de Jesus, enviou-lhe alguns anciãos dos judeus, pedindo-lhe que viesse curar o seu servo. —Lucas 7:3

“Você poderia orar por minha irmã?” o robusto trabalhador pediu sem jeito. Olhei-o desconfiado.
Alguns meses antes, o calor úmido de agosto intensificava as emoções, na atmosfera tensa da montadora em que eu trabalhava naquele verão. Gerentes lideravam a produção em ritmo frenético e os membros do sindicato resistiam. Durante os intervalos, éramos instigados pelos sindicalistas a diminuirmos o ritmo de nossa produção. Minha fé e idealismo me colocaram em maus lençóis, pois eu sabia que Deus não aceitaria menos que o meu esforço máximo. Ingenuamente tentei explicar.
A reação de meus colegas de trabalho foi o assédio, e o líder do grupo era este robusto trabalhador pedindo a oração. Se surgisse uma tarefa indesejada? Eu era designado para executá-la. Se alguém fizesse uma piada vulgar, eu era o alvo.
Por esse motivo, ao ouvir o pedido de oração reagi com suspeita. “Por que eu?” E a resposta dele me chocou: “Porque ela está com câncer,” disse asperamente, “e preciso que seja alguém a quem Deus ouça”. O amargo rancor entre nós atenuava conforme orava por sua irmã.
Assim como o centurião no livro de Lucas 7, as pessoas que enfrentam as tempestades da vida não desperdiçam tempo ou medem palavras. Elas vão diretamente às pessoas cuja fé identificam como verdadeira. Nós precisamos ser essas pessoas. Será que nossas vidas demonstram que temos intimidade com Deus?
Até mesmo a alma mais endurecida pode pedir ajuda quando alguém amado está sob risco

terça-feira, 15 de março de 2011

Por que o Cristianismo falhou em criar raízes no Japão?



Ao contar a história de Shusaku Endo - um escritor japonês do século XX que escreveu com a singular perspectiva de ser japonês e católico - Philip Yancey, no livro “Alma Sobrevivente” expõe sobre a cultura japonesa e o evangelho.

“(...)  Shusaku Endo acredita que o cristianismo falhou em provocar um grande impacto no Japão porque os japoneses ouviram apenas um lado da história. Eles ouviram sobre a beleza e a majestade. Os turistas japoneses visitam Chartres² e a Abadia de Westminster³ com suas câmeras digitais e registram imagens de glória; corais japoneses executam as obras-primas religiosas de Handel e Bach. Mas, de alguma maneira, os japoneses sentem falta de outra mensagem: a de um Deus que "a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo"; de um Filho de Deus que chorou, quase desesperado, quando se aproximava de Jerusalém.

Um Pouco da História da Igreja no Japão

Com os acontecimentos no Japão lembrei deste trecho do livro “Alma sobrevivente” de Philip Yancey que relata um pouco sobre a Igreja no Japão. Ao contrário do que muitos pensam, Philip Yancey conta que o Japão já foi um campo frutífero para o cristianismo e muitos cristãos japoneses morreram ao não negarem a Jesus Cristo. Leia, a baixo, sobre esta admirável história:

Fumie: Um retrato em bronze de Jesus na cruz, 
exibidas em Clover Garden, Nagasaki, Japão. 
“(...) Em determinada época da História, o Japão parecia ser o mais frutífero campo missionário na Ásia. Francisco Xavier, um dos sete jesuítas originais, chegou àquele país em 1549 e passou dois anos estabelecendo uma igreja. Em uma geração, o número de cristãos havia aumentado para 300 mil. Xavier chamava o Japão "alegria do meu coração (...) O país oriental mais adequado ao cristianismo".

Com o fim do século, porém, começou a crescer a suspeita que os shoguns* tinham dos estrangeiros, especialmente exacerbada pela divisão entre os cristãos, o que levou a uma mudança na política. Os shoguns expulsaram os jesuítas e exigiram que todos os cristãos renunciassem à sua fé e se confessassem budistas. Ocorreram 26 crucificações, e a era do martírio de cristãos no Japão teve início.

A sabedoria do lenhador

Ao nos depararmos com tantas tragédias como estamos presenciando. Tragédias de proporções tão grandes como no Japão. Sempre tentamos tirar conclusões, há sempre a pergunta se é ou não a vontade de Deus, se é castigo, se é somente um acidente... Este texto do Max Lucado nos ajuda a refletir e olhar todo acontecimento por uma outra janela...





Você compraria uma casa se permitissem você ver apenas um de seus cômodos? Você compraria um carro se só deixassem você ver seus pneus e uma luz traseira? Você julgaria um livro depois de ler apenas um parágrafo?

Nem eu.

Um bom julgamento requer um amplo conhecimento. Isso não só é verdade nas compras de casas, carros e livros, como também na avaliação da vida. Uma falha não faz da pessoa uma fracassada; uma realização não faz da pessoa um sucesso.

“Melhor é o fim duma coisa do que o princípio”,1 disse o sábio.

“Sede pacientes na tribulação”,2 repetiu o apóstolo Paulo.

“Não julgue uma frase por uma palavra”, declarou o lenhador.

O lenhador? Ah, você pode não conhecê-lo. Deixe-me apresentá-lo a você.

domingo, 13 de março de 2011

Movido a chocolate

13 de março de 2011

Dennis Fisher

1 Reis 19:1-8
…o testemunho do Senhor é fiel e dá sabedoria aos símplices. —Salmo 19:7
Muitas pessoas apreciam a doçura e a energia que o chocolate fornece. Os mecânicos de automóveis, ingleses, descobriram um uso surpreendente para essa guloseima. Cientistas da Universidade de Warwick construíram um carro de corrida que é abastecido com óleos vegetais e chocolate. O combustível supre energia para que o carro possa atingir a velocidade de até 217 quilômetros por hora.
A Bíblia também registra uma fonte de energia incomum vinda de um alimento. Quando Elias foi usado por Deus no monte Carmelo para fazer descer fogo dos céus, esse auge espiritual foi seguido de perseguição e melancolia. Em resposta à depressão de Elias, Deus enviou um anjo para suprir alimento, bebida e descanso ao esgotado profeta. O poder sustentador daquela comida dos céus foi notável: “Levantou-se, pois, comeu e bebeu; e, com a força daquela comida, caminhou quarenta dias e quarenta noites até Horebe, o monte de Deus” (1 Reis 19:8).
Assim como precisamos de alimento para sustentar nossos corpos, precisamos também de alimento nutritivo para nossas vidas espirituais. A Palavra de Deus é “…mais doce do que o mel e o destilar dos favos” (Salmo 19:10) e alimenta nossas almas, “…dá sabedoria aos símplices” (v.7) e traz nutrição e energia para a longa jornada da vida. Invista tempo para alimentar-se desta Palavra.
Deus nos alimenta através de Sua Palavra

quarta-feira, 9 de março de 2011

Um Crente Verdadeiro Pode Crer no Evangelho da Prosperidade?


Nestes tempos, com tantas igrejas que existem sempre nos deparamos com dúvidas sobre as doutrinas e as palavras ditas em púlpito. Entretanto para que não tenhamos dúvidas temos que buscar cada dia mais a orientação de Deus e pedir sabedoria para não sermos enganados por falsos profetas, os quais falam daquilo que seus corações estão cheios e não do verdadeiro evangelho de Jesus Cristo.


Portanto, irmãos, procurai mais diligentemente fazer firme a vossa vocação e eleição; porque, fazendo isto, nunca jamais tropeçareis. II Pedro 1:10

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Quem crê nessa prosperidade se esquece dos versículos abaixo, e pegam um texto para usar de pretexto, totalmente fora do contexto.

Dá-nos hoje o nosso pão de cada dia. – Mateus 6:11

Dirigindo-se aos seus discípulos, Jesus acrescentou: "Portanto eu lhes digo: não se preocupem com suas próprias vidas, quanto ao que comer; nem com seus próprios corpos, quanto ao que vestir.
A vida é mais importante do que a comida, e o corpo, mais do que as roupas. – Lucas 12:22-23

A parte que caiu entre os espinhos são os que ouviram e, indo seu caminho, são sufocados 
pelos cuidados, riquezas, e deleites desta vida e não dão fruto com perfeição. Lucas 8:14

E disse ao povo: Acautelai-vos e guardai-vos de toda espécie de cobiça; porque a vida do homem não consiste na abundância das coisas que possui. Lucas 12:15

Assim, pois, todo aquele dentre vós que não renuncia a tudo quanto possui, não pode ser meu discípulo. Lucas 14:33

Vós, portanto, amados, sabendo isto de antemão, guardai-vos de que pelo engano dos homens perversos sejais juntamente arrebatados, e descaiais da vossa firmeza; antes crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A ele seja dada a glória, assim agora, como até o dia da eternidade. II Pedro 3:17-18


Em Cristo.
Vitor Hugo.

terça-feira, 8 de março de 2011

Pequenas Coisas

8 de março de 2011

Pequenas coisas

Joe Stowell
João 6:4-14
Está aí um rapaz que tem cinco pães de cevada e dois peixinhos; mas isto que é para tanta gente? —João 6:9


André, descrente em relação à utilidade de uma pequena refeição, disse a Jesus: “…cinco pães de cevada e dois peixinhos, mas isto que é para tanta gente?” (João 6:9). Contudo, a pequena refeição nas mãos de Jesus tornou-se uma enorme bênção. Então, antes de você pensar que não tem muito a oferecer a Jesus, pense nisto:
Edward Kimball, um professor de escola dominical em Boston, nos EUA, decidiu visitar um rapaz de sua classe para ter certeza de que ele era cristão. Naquele dia ele apresentou o Senhor a Dwight L. Moody.
Moody, o Billy Graham do século 19, teve grande impacto em Wilbur Chapman. Este último, um destacado evangelista que convocou Billy Sunday para que fizesse parte de suas campanhas evangelísticas. Em seguida, Sunday iniciou um ministério nacional que obteve grandes resultados em cidades como Charlotte, na Carolina do Norte, EUA. Uma organização que surgiu como resultado de um avivamento liderado por Billy Sunday convidou o evangelista Mordecai Ham à cidade. Em uma dessas reuniões, Billy Graham recebeu Cristo como seu Salvador e mais tarde tornou-se o evangelista mais destacado de nossos tempos.
Quando você pensa não ter muito a oferecer, lembre-se de Edward Kimball, o professor de escola dominical que investiu uma tarde de sábado para visitar alguém de sua classe. Deus tem uma forma especial de usar a fidelidade rotineira em pequenas coisas para realizar grandes feitos!
Deus usa os pequenos detalhes para realizar grandes feitos para Sua glória.

segunda-feira, 7 de março de 2011

A Cristo Toda a Glória

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A Cristo toda Glória


Tudo é de meu Cristo
Por Ele e para Ele

Demos a Cristo toda a Glória
a Ele a Glória pra sempre Amém

Que riqueza profunda é o saber e o conhecer de Deus
como são insondáveis seus caminhos e juízos

Demos a Cristo toda a Glória
a Ele a Glória pra sempre Amém



domingo, 6 de março de 2011

É por isso que se chama Graça

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Ouvimos várias pessoas dizerem que temos que fazer o bem para sermos salvos, para ter uma vida melhor, para ganharmos alguma coisa... e por ai vai.... mas o que nos salva realmente é um relacionamento com Deus através de seu filho Jesus Cristo que morreu por nós, tornando esse relacionamento possível. No entanto esse relacionamento nos convence do pecado e nos conduz a uma vida de santidade e adoração. Não praticamos o bem para conquistarmos a vida, mas sim por que amamos a Jesus e queremos andar como Ele andou.
A graça não é "brinde" que ganhamos e não damos importância, mas sim algo precioso e de extremo valor.

“E, se invocais por Pai aquele que, sem acepção de pessoas, julga segundo a obra de cada um, andai em temor durante o tempo da vossa peregrinação, sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver, que por tradição recebestes dos vossos pais, mas com precioso sangue, como de um cordeiro sem defeito e sem mancha, o sangue de Cristo, o qual, na verdade, foi conhecido ainda antes da fundação do mundo, mas manifesto no fim dos tempos por amor de vós,”                     
I Pedro 1:17-20

Em Cristo, 
Vitor Hugo.

sábado, 5 de março de 2011

O Buraco

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Em Cristo.

Nossas contradições de cada dia...



Hoje estava meditando em Mateus 16, e mais uma vez me deparei com a falta de fé dos discípulos por conta de estarem preocupados com o pão [Alimento] e se esquecendo de toda a multiplicação dos pães que eles haviam presenciado. Então reflito se os discípulos estavam lá frente a frente com o salvador e ainda “pisavam na bola” com relação a fé, quanto mais eu miserável pecador. Quantas e quantas vezes acabo me esquecendo de como Jesus supriu todas minhas necessidades, físicas, financeiras e espirituais. As vezes me pego pensando em como seriam se as coisas acontecessem de uma maneira ou de outra e me esqueço que quem está no comando da minha vida é Jesus. E por conta disso devo me preocupar somente com meu alimento espiritual, uma vez que o pão de cada dia ele nos dá hoje.

Avançando na leitura vejo um sujeito que sabia quem era Jesus Cristo, mas mesmo assim foi pedra de tropeço. Pedro, esse era o sujeito que sabia quem era Jesus e diz: “Tú és o Cristo, o Filho do Deus vivo”. Porém quando Jesus disse que o fim estava próximo e que seria necessário ele morrer por nós, Pedro disse para Jesus esquecer tudo isso e abandonar essa coisa de morrer... Jesus o repreende: “Arreda, Satanás! Tu és para mim pedra de tropeço, porque não cogitas das coisas de Deus, e sim das dos homens.” Complicada a situação, hein, em um momento Pedro é o único que anuncia quem é Jesus verdadeiramente, e logo em seguida dá uma mancada dessas indo contra o propósito de Jesus na terra.

quarta-feira, 2 de março de 2011

O Trigo e o Joio




Muitos conhecem a parábola do trigo e do joio ou ao menos já ouviram o dito popular “separar o joio do trigo”. Sempre pensamos como a separação do bom e do ruim, do justo e do ímpio ou do verdadeiro cristão do falso... E está muito claro a todos nós que esta separação será feita somente quando Jesus ordenar aos seus anjos (Mat.13:41). Mas acredito que Jesus falou do trigo e do joio para nos ensinar muito mais que uma simples separação de coisas contraditórias. Se nos atermos um pouco mais a esta parábola, relatada em Mateus 13:24-30 e explicada em 13:37-43, descobriremos detalhes preciosos para refletirmos.

Bem, como custo diferenciar a plantação de soja da de feijão e sei que estou entre gerações que pensam que leite vem da caixinha, nada melhor do que recorrer a sabedoria de um agricultor...

O Que Realmente Significa Ser Cristão?


A verdade é que ser cristão é ser um escravo de Cristo, de acordo com um autor evangélico. 
Essa afirmação pode cair mal para um monte de pessoas, especialmente na América onde a imagem da escravidão é, sem dúvida, feia e lamentável. Mas John MacArthur sugere em seu novo livro 'Slave' que é a maneira mais precisa de compreender verdadeiramente o que significa ser um seguidor de Cristo.
A imagem de um escravo, porém, escapa de muitos cristãos de hoje, provavelmente por causa do que MacArthur sustenta serem erros de tradução do Novo Testamento. 
A palavra grega para o escravo é doulos e aparece 124 vezes no texto original, disse ele, citando "Slave of Christ" de Murray J. Harris. Mas quase todas as traduções para o ingles moderno tem substituído o termo para "servo", mais suave. 
"Ironicamente, a língua grega tem pelo menos meia dúzia de palavras que pode significar servo. A palavra Doulos não é uma delas", disse ele, citando mais uma vez Harris. 
MacArthur, considerado um dos evangélicos mais influentes do país, chegou a esta descoberta apenas alguns anos atrás, embora estude as Escrituras há mais de meio século. 
Foi o livro de Harris que trouxe a questão à sua atenção durante um vôo para Londres em 2007. 
Ele compreende que erros de tradução podem ter sido causados por causa do estigma ligado à escravidão na sociedade ocidental e porque no final do período medieval era comum traduzir doulos com a palavra latina servus. 
No entanto, o pastor de 71 anos de idade da Grace Community Church no Sul da Califórnia acredita que se o termo correto tivesse sido utilizado, o cristianismo seria muito diferente hoje. 
"Não tenho dúvida de que esconder perpétuamente esse elemento essencial da revelação do Novo Testamento tem contribuído para a maior parte das confusões existentes no ensinamento e na prática evangélica", escreveu ele em 'Slave'. 
A linguagem do cristianismo contemporâneo é "qualquer coisa menos a terminologia escravo", lamentou observando que os sermões são muitas vezes sobre o sucesso, a saúde, a busca da felicidade e Deus querendo que seus seguidores sejam o que eles queiram ser. 
"Em vez de ensinar o evangelho do Novo Testamento - onde os pecadores são chamados a se submeter a Cristo, a mensagem contemporânea é exatamente o contrário: Jesus está aqui para satisfazer os seus desejos", o experiente pastor observa.
MacArthur não é estranho a criticar muito do que ele está vendo nas igrejas de hoje. Ele é autor de vários livros tentando esclarecer o evangelho. Mas ele acha que essa única percepção - de ser um escravo de Cristo - atinge o cerne da questão.
"Até que você entenda que isso significa que ele é o Senhor e eu sou seu escravo, você vai fazer todos os tipos de coisas erradas", disse ele ao Christian Post. "[O] problema na verdade se resume a esta idéia que nós fazemos do que isso significa, que ele é o Senhor e eu sou seu escravo. Esse é o maior clarificação de paradigma, de grande alcance, porque tudo se encaixa nisso." 
É claro, MacArthur está ciente de que este conceito não é susceptível de ser abraçado facilmente. 
"A verdade da Palavra de Deus é sempre contracultural", escreveu ele. Mas "é difícil imaginar um conceito mais desagradável para as sensibilidades modernas do que a de escravidão." 
Ele reconhece que é a idéia controversa, polemica e odiada por ambos os incrédulos e até mesmo alguns crentes. Mas é o que diz a Bíblia. 
A importância de dizer "Senhor" 
A noção de escravidão absoluta vai provavelmente diferenciar os verdadeiros crentes do resto, MacArthur disse. Enquanto os verdadeiros crentes abraçam a ideia, "não-crentes" na igreja - alguns dos quais sabem que são não-crentes e alguns dos quais não sabem ainda - se recusam a aceitá-lo.  
Usando a famosa ilustração bíblica do jovem rico, MacArthur observou que, se Jesus simplesmente tivesse dito "acredite em mim" ou " ore esta oração", como meio para herdar a vida eterna, o homem teria feito isso. Mas Jesus disse-lhe para vender tudo que tem e dar o dinheiro aos pobres. 
"Jesus abordou depois a questão de quem é o Senhor", frisou. "É basicamente como o Primeiro Mandamento - 'Não terás outros deuses' - e Deuteronômio 6 - 'Ame ao Senhor com todo seu coração, toda a tua alma, toda a sua força, toda a sua força grandeza. Não há espaço para outros deuses É por isso que Judas 4 diz que 'Jesus Cristo é nosso único Mestre e Senhor'.
Dizer que Jesus é o Senhor é uma confissão comum entre os cristãos. Mas as pessoas não entendem, MacArthur observou.
"Se ele é Senhor, eu sou seu escravo", ele coloca com simplicidade. 
A palavra grega para "Senhor" é kyrios, ele explica em seu livro. E o seu sentido fundamental é "mestre" ou "proprietário". 
Assim, dizendo: "Senhor" carrega muito peso. Isso significa obedecer, não importa o nível de sacrifício, o que significa desistir de tudo para segui-Lo, o que significa chegar ao fim de si mesmo e submeter-se completamente à Sua vontade, MacArthur elabora. 
Mas não é simplesmente ter um dever que serve como motivação para obedecer, observou ele. É o amor. 
"Se me amais, guardareis os meus mandamentos", Jesus disse aos seus discípulos em João 14:15. 
Afinal, eles foram comprados por um preço - o sangue de Jesus. 
Além disso, os cristãos devem compreender que ser um escravo de Jesus Cristo "é a maior bênção imaginável", disse MacArthur. 
"Ele não é apenas um Senhor Bom e Misericordioso, mas Ele é também o Deus do universo. Seu caráter é perfeito;. Seu amor é infinito; Seu poder incomparável; Sua sabedoria, insondável, e sua bondade, além de comparação." 
MacArthur lembrar aos crentes que eles foram entregues pelo mais "vil" dos mestres, mais terrível que se possa imaginar" - o pecado. 
"A escravidão a Cristo não significa apenas a liberdade do pecado, culpa e condenação. Também significa liberdade para obedecer, para agradar a Deus, e viver da maneira nosso Criador nos destinou a viver -.. Em comunhão íntima com Ele." 
E não termina aí. Uma vez libertados do pecado, os cristãos são "conduzidos à maravilha e um privilégio da cidadania plena no reino de seu Filho amado".


"Nós somos cidadãos do céu, tanto pela emancipação quanto pelo nascimento, e tudo pela graça", escreveu ele. 
{ Slave: The Hidden Truth About Your Identity in Christ, foi lançado no mês passado. Até à data, MacArthur já vendeu 7,5 milhões de cópias de seus livros.} 

Christian Post

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