sábado, 28 de maio de 2011

Ninguém por perto - Rodolfo Abrantes


Momentos de silêncio assim
Ninguém por perto
Mas uma voz dentro de mim
Me diz que eu não estou só
Nesse tempo o meu pensamento vai
Ficar ligado com a vontade do pai
E te entender mais
Me faz querer mais a cada dia
Hoje eu sei o que é deixar
Que o rio de Deus me leve
Desde a fonte ao mar
Há um rumo pra seguir
Enquanto eu acreditar
O sopro de Deus me move
Se te alegra a minha entrega
Recebe minha vida hoje
Em qualquer parte que eu estiver
A cada passo que eu der vão ficar
Tuas marcas e não as minhas
Tua luz onde não havia
Teu nome, Teu sangue, Tua dor
Tuas palavras, Tua paz, Teu amor
Meu Deus, meu Salvador
Jesus, meu pão de cada dia
Fica aqui bem perto de mim
Vem ser uma parte de mim
Completar com aquilo que eu sinto mais falta
Me leva pra torre mais alta
Vem incendiar essa casa coberta de gelo
E a fumaça vai pelo ar
Não dá pra fingir que está tudo bem aqui
Não dá pra por nada no teu lugar
Nada faz o relógio parar
O ponteiro não descansa
Só aumenta a distância entre o dia da mudança
E as teias de aranha, a noite tamanha
A velhice da infância
Eu desisti do plano errado que eu fiz
Ouvi, o alarme avisou
Que a hora chegou, estou de pé
Me rendo agora a quem sou
Sabia que era você
Quando ouvi a minha porta bater
Como alguém que acaba de nascer e vem pra ficar
Contigo deitar e levantar
Estar ao teu lado enxuga meu rosto molhado
De tanta saudade e lembrança
Escondi a criança num porta-retrato quebrado
Então você vem e já está tudo bem
Reconectou-me ao quadro de força
E a falta de cor no meu quadro
Restaurou também
Tudo em ordem, já descansei
Hoje sei que vale o empenho
Pois a tua presença é tudo que tenho.



Em Cristo.

Vitor Hugo & Jackeline.

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