terça-feira, 27 de setembro de 2011

Dinheiro - A moeda do prazer cristão

 
"Fazei para vós outros bolsas que não desgastem."
Lucas 12.33 

DINHEIRO
A MOEDA DO PRAZER CRISTÃO

O dinheiro é a moeda do prazer cristão. O que você faz com ele —ou deseja fazer com ele— pode trazer ou levar sua felicidade para sempre. A Bíblia deixa muito claro que o que você sente pelo dinheiro pode destruir você:

Os que querem ficar ricos caem em tentação, e cilada, e em muitas concupiscências insensatas e perniciosas, as quais afogam os homens na ruína e perdição (lTm 6.9).


Ou o que você faz com o dinheiro pode servir de base para a vida eterna:

Sejam [os ricos] generosos em dar e prontos a repartir; [...] acumulem para Si mesmos tesouros, sólido fundamento para o futuro, a fim de se apoderarem da verdadeira vida (lTm 6.18, 19).

Estes versículos nos ensinam a usar nosso dinheiro de uma maneira que nos traga o maior ganho possível e o mais duradouro. Em outras palavras, eles advogam o prazer cristão. Eles confirmam que Deus não apenas permite, mas ordena que fujamos da destruição e busquemos nosso prazer pleno e duradouro. Eles mostram que todos os males do mundo advêm não porque nossos desejos de felicidade sejam fortes demais, mas porque são tão fracos que nos satisfazemos com prazeres passageiros que não atendem aos desejos profundos da nossa alma, mas acabam por destruí-la. A raiz de todo mal é que nós somos pessoas do tipo que se acomodam ao amor pelo dinheiro em vez de buscar o amor por Deus. (1Tm 6.10).
(...)


A simplicidade é possível e boa


... no v. 8, Paulo acrescenta a segunda razão por que não devemos correr atrás das riquezas: "Tendo sustento e com que nos vestir, estejamos contentes". O cristão pode e deve estar contente ao ter supridas as necessidades mais simples da vida.

(...)devemos nos contentar com as necessidades mais simples da vida porque podemos investir o que ganhamos a mais naquilo que realmente importa. Atualmente há três bilhões de pessoas longe de Jesus Cristo. Dois terços destas não têm um testemunho cristão observável em sua cultura. Para que elas ouçam — e Cristo mandou que ouvissem— missionários transculturais têm de ser enviados e sustentados. Toda a riqueza necessária para enviar esse novo exército de embaixadores das boas novas já está [com cada membro da] igreja.

Se nós, como Paulo, estamos contentes com as necessidades mais simples da vida, centenas de milhões de dólares [de pessoas que professam ser cristãs] serão investidos para levar o evangelho à linha de frente.



Fazendo para Si mesmo um bom alicerce

A razão por que o uso do nosso dinheiro proporciona um bom fundamento para a vida eterna não é que a generosidade faz por merecer a vida eterna, mas que ela mostra onde está o nosso coração. A generosidade confirma que nossa esperança está em Deus e não em nós mesmos ou no nosso dinheiro. Nós não conquistamos a vida eterna. Ela é uma dádiva da graça (2Tm 1.9). Nós a recebemos ao descansar na promessa de Deus. Depois, como usamos nosso dinheiro confirma ou nega a realidade desse descanso.

(...)

Deus não é glorificado quando ficamos (não importa quão agradecidos estejamos) com o que deveríamos estar usando para aliviar a desgraça dos milhões que estão sem o evangelho, sem educação, sem tratamento médico, sem comida.
A evidência de que muitos que professam ser cristãos foram iludidos por essa doutrina é quão pouco eles dão e quanto eles têm.
Deus os fez prosperar. E por uma lei quase irresistível da cultura do consumo (batizados por uma doutrina de saúde, riqueza e prosperidade), compraram (mais e) maiores casas, carros mais novos (e em maior número), roupas mais sofisticadas (e em maior número), mais (e melhores) carnes, e todo tipo de bijuterias, engenhocas, utensílios, instrumentos e equipamentos para tornar a vida mais divertida.


Por que Deus faz muitos santos prosperarem?

Haverá quem diga: o Antigo Testamento não promete que Deus fará seu povo prosperar? É verdade!Deus aumenta nosso capital para que, dando, possamos provar que nosso capital não é nosso deus. Deus não faz prosperar o negócio de alguém para que possa trocar o carro popular por um modelo de luxo. Deus faz negócios prosperarem para que milhares de povos ainda não evangelizados possam ser alcançados com o evangelho. Ele faz um negócio prosperar para que 12% da população do mundo possa dar um passo para trás, afastando-se do precipício da inanição.
(...)

Quanto temos nos esforçado para salvar outros? 
Veja que o lema que nós evangélicos usamos, "Ore, contribua ou vá", permite às pessoas apenas orar, se chegarem a optar por isso! Em comparação, o Grupo de Oração dos Amigos dos Missionários, no sul da Índia, tem 8 000 inscritos nos vários grupos e sustenta 80 missionários de tempo integral no norte da índia. Se minha denominação (que tem uma riqueza per capita muitíssimo maior) fosse fazer isso bem feito,estaríamos mantendo não 500 missionários, mas 26.000. Apesar da pobreza real deles, esses irmãos indianos estão enviando 50 vezes mais missionários transculturais do que nós. Ralph Winter

O que quero mostrar aqui é que aqueles que estão incentivando os cristãos a buscar um estilo de vida luxuoso de tempos de paz entenderam errado tudo o que Jesus ensinou sobre dinheiro.
Ele nos chamou para perdermos nossa vida a fim de a ganharmos de novo (e o contexto com certeza tem que ver com dinheiro: "Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?", Mc 8.36). A maneira a que Jesus se refere de perdermos nossa vida é cumprindo a missão de amor que ele nos deu.


E a minha casa de campo?

O que um pastor dirá ao seu povo sobre a compra e posse de duas casas, em um mundo em que 2.000 pessoas morrem de fome todos os dias e em que as agências missionárias não conseguem atingir mais povos não alcançados por falta de fundos? 
Primeiro, ele pode citar Amós 3.15: "Derribarei a casa de inverno com a de verão; as casas,de marfim perecerão, e as grandes casas serão destruídas". Em seguida ele pode ler Lucas 3.11: "Quem tiver duas túnicas, reparta com quem não tem".
Depois ele pode contar a história da família de St. Petersburg, na Flórida, que começou a preocupar-se com a carência de moradia dos pobres. Venderam a segunda casa que tinham em outro estado e usaram o dinheiro para construir casas para diversas famílias no seu bairro.


(...)



Não estou apelando a você que junte coragem e se sacrifique por Cristo. Meu apelo é que você renuncie a tudo o que tem, para obter a vida que satisfaz seus anseios mais profundos. Estou pedindo que considere tudo como lixo, em comparação com o valor insuperável de estar a serviço do Rei dos reis. Apelo que tire seus trapos comprados em loja e vista os trajes de embaixador de Deus. Prometo-lhe perseguições e privações, mas "lembre-se da alegria!" "Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus" (Mt 5.10)


“Não é tolo quem entrega o que não pode reter
para ganhar o que não pode perder.”

Elisabeth Elliot




Trechos do Livro: “Em Busca de Deus. A plenitude da alegria cristã”. De John Piper

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